A história bíblica é repleta de relatos de pessoas que ouviram a voz de Deus nos lugares mais estranhos. Talvez a comodidade a que nós estamos acostumados não nos motive a buscarmos lugares onde o importante não seja o conforto físico, mas, o espiritual. Não sou dos que apregoam o sofrimento como fonte de santidade, pelo contrário tenho certeza de que Deus deseja o melhor para nós, no entanto, creio que um desconforto eventual nos fará mais atentos a alguns aspectos de nossa vida que por vezes nos passam despercebidos, o que nos impede de caminharmos em direção ao ideal de Deus para nós, e, portanto, devido a esta estagnação nos privamos da verdadeira felicidade que é fruto de uma visão mais profunda da vida, não como uma mera existência em busca do contentamento a qualquer custo, mas como uma preparação para a eternidade. É onde começamos a desenvolver um relacionamento íntimo com aquele e com aqueles com os quais vamos compartilhá-la.
O lugar cômodo produz estagnação e conformação, não exige de nós, nos atrofia, não nos prepara para desafios maiores, o qual não pode evitar. Na acomodação temos uma falsa impressão de estabilidade e uma sensação de que já chegamos ao ideal. Deus deseja nos colocar em lugares onde o desconforto nos faça ficar irrequietos, onde a escassez de sombra nos leve a andar depressa em direção a Ele. Foi assim com Moisés que alcançara um status invejável na corte do faraó e o rejeitou entendendo que aquele não era o lugar para qual Deus o chamara, (Êxodo 2:10, Hebreus 11:24). O deserto não era confortável, mas, era produtivo, dinâmico, necessário. No deserto não existiam muitos atrativos capazes de produzir distração e por isso o aproveitamento era melhor.
Não rejeite o convite de Deus para andar por lugares difíceis, é nestes lugares que descobrimos os verdadeiros amigos, e onde amizades se constroem, (Provérbios 17:17).
É nestes lugares que descobrimos o amor e a graça de nosso Deus (2 Corintios 12:9).
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